Ontem à noite fui batizado.
Eu, ateu do jeito que sou, fui BATIZADO! Como pode?
Fui batizado pelo meu filho. Quando fui buscá-lo na escolinha, ele já estava mole, no meu colo, cochilando. Foi difícil deixá-lo em casa para buscar a Rô. Ele não queria me lagar. Mas era preciso sair.
Quando voltei, ele estava acordado (sequer dormiu depois que saí). Parecia bem, mas estava tossindo bastante. Sentei no sofá e disse para ele vir no meu colo. O recomendado nesses casos é dar leves palmadinhas nas costas da criança, com a mão formando uma “concha”. A Rô chama isso de conchinha.
A criança tosse assim pois se irrita com o catarro no peito – e não sabe como tirá-lo. Só que… bem, pode acontecer algo desagradável para os pais chatos. Especialmente se a criança acabou de comer!
Dei minhas palmadinhas e percebi que o catarro viria em quantidade razoável. Para não me molhar muito, pedi uma fralda à Rô. Não adiantou. O que veio foi dois ou três vômitos consideráveis, no meu rosto, na minha roupa, no meu colo, no sofá e no chão. E eu achei o máximo!
A Rô não deve entender até agora. Mas é como eu escrevi aqui: isso é ruim para pais chatos. Eu sempre quis que meu filho fizesse isso. É como ele te inaugurar como pai. Você percebe que está preparado para tudo: ele poderá fazer isso e muitas outras coisas no futuro, e você terá que entender, pois não é da vontade do filho te prejudicar.
Não fiquei nervoso. Fiquei feliz e, depois que o vi agitado, correndo pra lá e pra cá sem tossir, fiquei ainda mais contente, pois consegui tirá-lo de uma situação que o deixava nervoso. Depois dos vômitos, saiu bastante catarro.
Isso me lembra da história que minha mãe costuma contar. Ela estava trocando minhas fraldas e fazendo cosquinha na minha barriga, brincando com um filho como toda mãe faz. Desavisada – e com a boca aberta -, ela teve que entender minha vontade de urinar naquele momento…
Agora torço para que quando eu e a Rô tivermos mais filhos, eles façam alguma algazarra enquanto eu não estiver em casa. Traquinagens do tipo “pintar a parede da sala e se sujar todo”. Ao ver isso, vou sorrir bastante. Talvez até me junte à bagunça das crianças.



Não tenho nem o que dizer…
EU TE AMO, BRUNO!
TE AMO AINDA MAIS PORQUE NEM EM SONHOS EU IMAGINARIA UMA PESSOA TÃO FANTÁSTICA COMO VOCÊ!
Meus olhos estão cheios d’água!
Perfeito!